REAJUSTE DE MENSALIDADE ESCOLAR 2016 – O QUE FAZER DIANTE DE UM CENÁRIO AMEAÇADOR?

Escrito por em 3 de setembro de 2015 Categorias:

REAJUSTE_3Como é conhecimento de todos, o instrumento legal de reajuste das mensalidades escolares é com base na Lei nº 9.870/99 (Introdução da Planilha de Custo) que determina os parâmetros de reajuste, conforme a variação de custo e os projetos pedagógicos a serem implementados no ano seguinte onde temos o seguinte:

§ 3º – Poderá ser acrescido ao valor total anual de que trata o § 1º (*) montante proporcional à variação de custos a título de pessoal e de custeio, comprovado mediante apresentação de planilha de custo, mesmo quando esta variação resulte da introdução de aprimoramentos no processo didático-pedagógico.

(*) § 1º – O valor anual ou semestral referido no caput deste artigo deverá ter como base a última parcela da anuidade ou da semestralidade legalmente fixada no ano anterior, multiplicada pelo número de parcelas do período letivo.

O que poderia ser relativamente tranquilo para os diretores da escola, torna-se em certa medida um pesadelo, principalmente para as escolas que reajustam o valor da anuidade sem se utilizar do instrumento legal que é a Planilha de Custo.

A regra estabelecida está clara, agora, quando se ouve nos telejornais reportagens inconseqüentes, despreocupadas com uma informação de qualidade, que tem como objetivo apenas trazer polêmica e sensacionalismo, na prática o objetivo é de conturbar o relacionamento entre pais e escola. 

Sendo assim, sozinha nesta cruzada, a escola não pode deixar para segundo plano um planejamento financeiro, que inicia com a Planilha de Custo que através de um trabalho profissionalizado irá demonstrar o preço justo da mensalidade que deverá ser praticado no próximo ano.

Considerando a realidade dos custos, seria insensato o mantenedor, aplicar um reajuste baseado na inflação oficial do governo ou de qualquer instituição que faça essa medida, ou pior, tomar como referência o índice de reajuste das escolas concorrentes.

Os índices de preços que entram na lista dos custos fixos (energia elétrica e água), estão com seus preços represados pressionando um reajuste bem acima da inflação que poderão subir ainda mais neste e no próximo ano, levando junto para cima, todos os outros custos da operação (alugueis, material de consumo, despesas administrativas e aqueles custos invisíveis que não se apresentam em uma amostragem comparativas que são aqueles quando se precisa de um conserto de emergência, materiais e equipamentos de reposição), etc.

No quesito salários, encargos e as despesas decorrentes do custo de cada empregado ou posto de trabalho, são ainda mais preocupantes. Em uma análise simplista pegando como base o acumulado dos índices que reajustam o salário mais a parcela de ganho real, se o reajuste fosse para esse mês de Setembro, o reajuste seria de 11,34%, ou seja, quase 2% acima do reajuste de 2015. A nossa previsão é que em março de 2016, mês do reajuste, esse índice supere o atual e fique na média de 13%, com uma margem de oscilação de 1%. Contando que o comportamento desses índices sejam de alta, ou seja, acima dos índices anualizados registrados em relação aos próximos períodos até março de 2016.

A crise de abastecimento hídrico é uma realidade, na atual fase dos reservatórios, podemos esperar o pior, será muito difícil não passarmos por rodízio ou racionamento do fornecimento de água, o problema é que a escola não pode ficar na dependência de um plano do governo, ela precisa ter o dela. Para isso, serão necessários outros gastos e que devem ser muito bem dimensionados.

Esta crise econômica tem características extremamente particulares, muito diferentes das outras crises, contém elementos muito relacionados (no caso escolas) com o perfil da clientela da escola, sabendo que, para cada grupo de categoria econômica terá um impacto e uma resposta diferente para essa crise, a questão é como identificar esses grupos e como atuar de forma pragmática e eficiente num quadro de alta da inadimplência?

Para encarar todas essas demandas a sua Escola está preparada? Os gestores tem as ferramentas necessárias para um gerenciamento de resultado? estão capacitados para utilizar essas ferramentas?

A Emis oferece gratuitamente uma assessoria voltada para os gestores, apresentando uma breve contextualização do cenário econômico e suas conseqüências, orientando com medidas de rápida aplicação que possam mitigar os impactos ainda desconhecido de um aprofundamento da recessão e dos indicadores econômicos para os próximos meses.

Não se trata de exageros, é apenas uma constatação, todos os indicadores necessários para uma crise e que a mesma desestabilize seriamente o planejamento financeiro da escola, estão colocados e que são eles: redução da renda, queda no nível de emprego, redução da atividade econômica e ambiente desfavorável para repasse de preços. 

Tomar decisões dentro de uma tempestade, não terá o mesmo efeito, se o pior estiver por vir, difícil será atravessar essa tempestade, o importante é ter a certeza que terá suprimento suficiente para fazer essa travessia.

Portanto, o momento atual exige dos gestores das escolas uma dedicação extrema na questão financeira da escola, para que com rigor, revise e apure a real situação da previsão orçamentária através de uma Planilha de Custos bem elaborada e realista, onde encontrará o índice de reajuste que a sua instituição precisa, para assegurar um equilíbrio financeiro desejável.

Lembramos que o prazo legal para apresentação do reajuste da mensalidade é de até 45 dias antes de encerrar o período das matrículas.

Qualquer dúvida consulte-nos, estamos à disposição. Aproveitem nossos preços promocionais na elaboração de Planilha de Custos

Obrigado!

Ass Moises

Comentários estão fechados.