► Planilha de Custo e a Formação de preço 2017

Escrito por em 23 de setembro de 2016 Categorias:

Prezado Cliente,

Setembro/2016

Sobre o encontro entre os mantenedores das escolas particulares ocorrido no último dia 14 de setembro, foram apresentados vários painéis que abordam desde as estatísticas do segmento escolar bem como uma análise estrutural e conjuntural dos últimos anos com reflexos econômicos sobre a atividade educacional.

Ressalto ainda, a importância da Planilha de Custos na formação de preços e no reajuste da mensalidade escolar para o a
no de 2017, menexclusao-sn_2cionada com insistência pelos dirigentes do sindicato Sieeesp, não só no atendimento à legislação, reconhecida ferramenta de gestão imprescindível e indispensável para o gestor escolar, administrar com segurança e visibilidade no resultado financeiro.

Deste material, destaco os principais itens que impactam diretamente nos custos e nas novas obrigações dos estabelecimentos de ensino.

No item pedagógico:

A imposição da Lei de inclusão nº 13.146/15, que estabelecem a obrigatoriedade de as escolas privadas promoverem a inserção de pessoas com deficiência no ensino regular e prover as medidas de adaptação necessárias sem que o ônus financeiro seja repassado às mensalidades, anuidades e matrículas, esse será mais um grande desafio aos Gestores Financeiros da Escola em se adaptar a mais esse ônus, que deverá ser incluído como item importante da Planilha de Custo da escola.

No item inadimplência:

Segundo o quadro da inadimplência para o ano de 2017, será um item inquietante com uma crescente preocupação, conforme o quadro apresentado pelo sindicato a inadimplência em 2015 na cidade de São Paulo foi de 11,75% e nos sete primeiros meses de 2016 o índice atingiu 13,24%. Esse alto índice de inadimplência indica o reflexo da crise econômica que recai sob o nível de emprego que poderá se agravar ou no mínimo se manter nos próximos 12 meses. Outro item que recai na conta da inadimplência é a queda da renda das famílias medida pela média salarial que pelo segundo ano consecutivo vem declinando todo mês.

O que o gestor pode fazer para se prevenir desse problema? Uma das opções é a contratação de um seguro educacional com cláusula para garantia de pagamento da mensalidade escolar no caso do responsável financeiro perder o emprego. Também um desconto para quem paga com antecedência é uma boa forma de reforço do caixa.

No item inflação:

Para o ano de 2016 os preços dos produtos alimentícios, energia, transporte e combustíveis terão pouca pressão no índice geral de preços, ou seja, menos preocupantes. Haja visto a pior fase do repasse dos preços que ocorreu entre o período de 2013 e final de 2015, e meados de 2016. A partir do 2º semestre de 2016, já se percebe uma estabilidade dos preços e o início de um declínio continuado do índice de preços, com reflexo no índice da inflação para o próximo ano, sendo que as previsões indicam uma inflação para 2017 decrescente oscilando entre 6,50% a 7,30% no acumulado do ano. Nos últimos 12 meses o índice acumulado do IPCA ficou em 8,95%.

No item gestão do orçamento:

Uma boa gestão financeira se pauta pelo controle dos gastos e austera execução do orçamento, não se pode também esquecer do lado das receitas e da formação dos preços. Quando se monta a tabela dos preços dos serviços extras, alimentação, uniformes, cursos extras e etc., além da margem o levantamento do custo deve ser bem dimensionado. Receitas de serviços extras devem ser uma boa alternativa para o Gestor melhorar ou contribuir com a margem de contribuição no resultado da escola, em um momento difícil no repasse dos custos no preço da anuidade escolar.

exclusao-sn_3É importante destacar que o Gestor Financeiro deve ter uma atenção especial, e se atentar aos indexadores de preço dos contratos que a escola possui com terceiros e fornecedores de serviços. Por ex. o aluguel do imóvel, geralmente corrigido pelo IGPM que nos doze meses acumulou uma correção de 11,50%. Comparando, já nos salários a correção no mesmo período seria de 9,17%. Essas diferenças nos índices de preços devem ser bem acompanhados para não apresentarem distorção na apuração do índice de reajuste da mensalidade.

Projetando os índices utilizados para correção salarial que ocorrerá em março de 2017, conforme simulações projetadas, estimamos que esse índice será em torno de 7,80%.

Outro olhar atento do Gestor Financeiro deve ser para os custos invisíveis, são aqueles não previsíveis ou causados por acidentes naturais, por ex. reforma no imóvel devido a chuvas, ventania, quebra de telha, vidros, janelas, problemas na hidráulica e elétrica, etc. Para essas situações recomendamos a contratação de um seguro residencial e patrimonial com uma boa cobertura para essas ocorrências.

Para escola que fornece alimentação, comunicar ao pai que os preços da alimentação poderá sofrer alteração em período inferior daquele contratado da anuidade escolar, toda vez que os preços dos insumos sofrerem reajustes superiores ao da inflação.

Essas são as principais dicas que a Emis traz para os Gestores Financeiros da Escola e tendo em mãos a sua Planilha de Custo atualizada e de acordo com a realidade, com certeza você terá muito mais recursos para uma boa administração e mais eficiência na aplicação dos recursos financeiros, visando qualidade nos serviços e foco nos resultados.

Desejo boa sorte!

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